Seriam as palavras mais duradouras do que as pedras?
Camilo José Cela afirma.
-Não existem palavras inocentes, Freud corrobora.
Jóias - as pedras que passam por gerações.
Preciosas, exclusivas.
Seculares e ainda puras, jóias das mulheres -de gerações- adornam enquanto às tendências. Ao rodar, retornam.
Com elas, seguem-se as palavras:
Relatos de tias, mãe, avós, bisavós e afins, nos chegam como herança ou retrato de outrora.
O que foi dito, denunciado, comunicado, jurado ou decidido.
Durante história brasileira, estiveram em célebres eventos, especiais encontros, sagrados matrimônios... As pedras! Mas também- e com elas- as palavras!
Nunca perecem.
Por vezes... Desaparecem.
Mas tudo, uma vez existido... Misteriosamente se registra.
E o que -de verdade pensar- de palavras, de nossos ancestrais, proferidas até então?
Estas poderosas, resistentes como jóias delicadas, definiram destinos, amores, negócios...
A força de um certeiro “SIM”, um incorruptível “NÃO”, o sem retorno “ADEUS”, e o doce “EU TE AMO”?
Ou ainda, expressões como “SONHO REALIZADO”, “NEGÓCIO FECHADO”.
Se, enquanto "vestimos"as antigas pedras, estariam as palavras silenciosamente registradas em nossos “DNAs” descendentes?
Provável.
Mas tanto já é passado, desde nossos senhores bandeirantes.
Construtores da pátria e de uma premissa progressista e sem contestação.
Ao derrubar matas, dinamitar minas, iniciar as estradas.
O novo Inaugurando o futuro!
Um futuro de valores inversos.
Hoje, nossa gente quer ver pedra, ser pedra.
Estudada, preservada e visitada.
E a palavra, um dia ela valiosa, feito ouro e diamante...
Era proferida com temor e zelo em nome da tradição.
Pois dita, sempre por um alguém... Com endereço e família.
Talvez por isso, “palavra” significou também imposição, autoridade, preconceito e julgamento.
Hoje, palavra é liberada, compartilhada, encaminhada, mal interpretada e proferida à vontade.
E um nosso futuro, que ainda não sabemos se de valores inversos novamente.
Pois assim como a história, as tendências, que ao rodar, retornam!
Interessante... o que foi belo e já passou.
Memórias daqueles primeiros a colocar as mãos:
Lapidar.
Redigir e recitar as verdades.
Atirar as primeiras pedras
...são marcas irrefutáveis... Nossas...
... E para sempre!